SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

CNPJ/MF nº 60.517.984/0001-04
Fundação: 25 de janeiro de 1930
Apelidos: O Mais Querido, Clube da Fé, SPFC, Tricolor Paulista.
Esquadrão de Aço (30-35), Tigres da Floresta (30-35), Rolo Compressor (38-39, 43-49), Tricolor do Canindé (44-56), Rei da Brasilidade (50-60), Tricolor do Morumbi (60-), Máquina Tricolor (80/81), Tricolaço (80/81), Menudos do Morumbi (85-89), Máquina Mortífera (92/93), Expressinho Tricolor (94), Time de Guerreiros (2005), Soberano (2008), Jason (08-09).
Mascote: São Paulo, o santo.
Lema: Pro São Paulo FC Fiant Eximia (Em prol do São Paulo FC façam o melhor).
Endereço: Pr. Roberto Gomes Pedrosa, 1. Morumbi; São Paulo - SP. CEP: 05653-070.
Site Oficial: www.saopaulofc.net
E-mail: site@saopaulofc.net
Telefone: (55-0xx11) 3749-8000. Fax: 3742-7272.

domingo, 2 de novembro de 2008

O perfil do torcedor são-paulino

O São Paulo mimou demais o são-paulino

Por Rodolfo Borges, para Os Geraldinos.

Se, quando se propõe a discutir futebol com um são-paulino, o máximo que você recebe é um olhar de desdém ou desprezo, não se preocupe, o problema não é com você. Para esse torcedor, é evidente que o São Paulo Futebol Clube é o maior clube do mundo. Não tem para time europeu nenhum. O Tricolor é o maior clube do Brasil, que tem o melhor futebol do mundo. Faça as contas.

E agora me responda: por que um torcedor que considera o seu time melhor do que qualquer outro – independente da equipe que põe em campo – se daria ao trabalho de tentar convencer alguém disso? Para o são-paulino, essa superioridade é tão clara que ele não precisa se prestar a persuadir ninguém.

Naturalmente que existem times tão ou mais competentes que o São Paulo [sic]. Mas o torcedor tricolor está ungido de uma tal soberba que, por maiores que sejam as conquistas das outras agremiações, elas sempre serão diminuídas perante a grandiosidade são-paulina. Essa forma megalomaníaca de enxergar o próprio time atribui a todo tricolor um ar de superioridade e o envolve de uma nobreza fictícia numa época em que ser nobre não significa mais nada.

O são-paulino reina soberano no Brasil, só que coroado por ele mesmo. E, por mais irritante que seja seu comportamento, reluto em condenar o torcedor do São Paulo por sua arrogância. Seu clube tem cinco títulos nacionais, além de cinco vice-campeonatos e três terceiros lugares no Brasileirão. Isso quer dizer que o time do Morumbi chegou ao final de 13 competições de um total de 37 – ou seja, um terço. Além disso, o São Paulo é o único tricampeão continental e mundial do país.

O desempenho do Tricolor é tão inquestionável que, desesperados, encurralados pela magnitude desse clube, os torcedores adversários apelam invariavelmente para insinuações homofóbicas no debate com um são-paulino. O apelido de “bambi” não é mais que um grito singelo das outras torcidas por misericórdia. Não dá para dizer que o São Paulo não tem estádio. Ou que aquela parceria com uma empresa estrangeira deu errado.

O são-paulino recebe tantos afagos de seu clube que eu diria que ele é daquele tipo de cara criado pela avó. Ele é o torcedor mais mimado do Brasil – e conseqüentemente o mais pedante. O time praticamente não passa por crises e invariavelmente é citado entre os prováveis campeões das competições que disputa. No Morumbi não tem perigo de rebaixamento ou goleada. Torcer pelo São Paulo é, de fato, uma moleza. Fácil até demais, eu diria. Quer dizer, onde é que fica a emoção?

Essa história vencedora do clube reveste o são-paulino de uma tranqüilidade irreal e única. A certeza de que o trabalho está sendo bem feito enche de orgulho o torcedor tricolor, que perde o possível prazer que pode haver em uma derrota. É difícil sofrer pelo São Paulo, e sofrer faz parte do jogo. Para algumas torcidas, aliás, sofrer é uma prova de amor ao clube.

Pior: se existe um lado ruim na glória permanente é a possibilidade da sua banalização. E, nos últimos anos, o São Paulo triunfou tanto que deixou o seu torcedor mal-acostumado. O Tricolor do Morumbi é tão vitorioso que a torcida não se contenta mais com pouco. O são-paulino elegeu o maior campeonato do continente como sua principal meta, e, ainda assim, essa copa significa apenas um passaporte para seu objetivo máximo, que é a conquista periódica do mundo.

O resultado disso é um estádio vazio. O Cícero Pompeu de Toledo tem capacidade para 80 mil pessoas, mas algo me diz que o são-paulino só lotará as suas dependências quando a final do campeonato mundial de clubes for disputada ali. Os campeonatos nacionais se tornaram pequenos demais, só que são as disputas que duram mais tempo. A exigência alta tornou fugazes os momentos de prazer do são-paulino, que virou uma espécie de torcedor frígido.

O gozo é mais difícil pelas bandas do Morumbi, e, por isso, mais raro. É preciso enfrentar o Milan, o Barcelona, o Liverpool; é preciso medir forças com seus iguais para referendar o seu reinado, mas esses embates são raros demais, e, por mais que o orgulho cegue o são-paulino para a possibilidade da derrota, seu time não ganha sempre.

Resumo? O são-paulino é tão enjoado, mas tão enjoado, que não se incomoda nem de falar mal de si próprio. Ele sabe que é tudo mentira.

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Enfim... Como diria Leo Tri, simples torcedor:

"Eu sou humilde, meu time que é foda!".

Um comentário:

  1. falou tudo, vamo sp vamo sp vamo ser campeao, mas mundial pq brasileirinho ja é comum.

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