SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

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Fundação: 25 de janeiro de 1930
Apelidos: O Mais Querido, Clube da Fé, SPFC, Tricolor Paulista.
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Mascote: São Paulo, o santo.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Eu joguei na Máquina Tricolor

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Serginho, Tatu, Repórter (Quem?! É apelido é?), Mário Sérgio e Waldir Peres.

Bem, infelizmente é só o título da matéria. Eu não tive a chance hehe. Mas o estranho no ninho Charles Marzanasco, repórter da Revista Placar teve, em um amistoso em 1981.

por Charles Marzanasco para a Revista Placar, 31/12/81 (Republicada em abril de 2000).

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Dezembro de 1981: O São Paulo bicampeão estadual enfrenta a Seleção Paulista em um amistoso no Morumbi. Com um repórter de PLACAR em campo

Morumbi, 6 de dezembro de 1981. Daqui a pouco, neste amistoso entre São Paulo e Seleção Paulista, vou realizar o sonho de todo torcedor: jogar entre os profissionais do time do meu coração, numa partida de verdade. Está 3 x 1 e, se continuar assim, ficará mais fácil para o Formiga (técnico campeão paulista pelo São Paulo, em 1981) me colocar em campo.

Mas, logo no começo do segundo tempo, Careca (centroavante que em 1983 iria para o São Paulo, mas que, naquele dia, como jogador do Guarani, defendia a Seleção Paulista) diminuiu a vantagem do São Paulo e o jogo foi ficando difícil. O tempo passava e Formiga ia fazendo alterações na equipe, sem mostrar qualquer intenção de me chamar para o aquecimento. Como ele havia me prometido, eu aguardava - um pouco nervoso - a minha chamada. Quando a Seleção Paulista virou o jogo para 4 x 3, só restavam eu e ele no banco. Resolvi pedir para entrar, e ele me mandou substituir o Éverton.

Naquelas condições, por entrar com o time perdendo e com apenas dois minutos para o final, não senti nenhuma responsabilidade. Na minha cabeça estava apenas uma obrigação: a de, pelo menos, tocar na bola. Para minha sorte, a Seleção tocava a bola à espera do apito de Dulcídio (Dulcídio Wanderley Boschillia, árbitro paulista nas décadas de 70 e 80), quando dividi a bola com o médio-volante Éderson, levei vantagem e armei um contra-ataque com o Tatu (atacante revelado pelo São Paulo, que depois virou ídolo no show-ball americano), que sofreu falta. Logo depois o juiz encerrava a partida, e ao mesmo tempo, acabava com a tensão que me acompanhou durante toda a semana.

Não tinha sido fácil aceitar a missão que PLACAR me dera na segunda-feira anterior. Fazer uma reportagem sobre o que sentia um jogador de peladas, que sempre sonhou ser profissional, ao jogar ao lado de seus ídolos. Aceitei - e comecei a sentir a responsabilidade do jogo mais importante de tantos quantos eu já havia participado.

A responsabilidade da partida foi pesando logo ao primeiro contato com a diretoria do São Paulo, que já acertara com a revista a minha participação no jogo. Num contato telefônico com o diretor Fernando Casal de Rey, este me informava que a Federação Paulista podia não aceitar a idéia porque eu não era jogador profisional (não tinha registro). Se isso não bastasse, além de o Formiga poder impugnar a minha entrada, os próprios jogadores poderiam me culpar por um eventual resultado negativo da equipe, o que representaria a perda do bicho.

Na sexta-feira cedo fui me apresentar ao técnico Formiga, por intermédio do diretor Casal de Rey. E realmente ele só confirmou a minha presença depois de um pedido especial do diretor Jaime Franco, que havia acertado a reportagem com PLACAR e aproveitaria para fazer uma homenagem à imprensa através da minha participação no jogo.

- Você é muito corajoso para entrar num jogo desse - foi o que ouvi do Formiga quando ele falou comigo pela primeira vez. - Só quero ver no que vai dar...

A reunião dos jogadores no clube foi feita somente domingo, às 10h30, quando cheguei a procurar o Formiga. Confesso que esperava uma recepção mais cordial por parte dele. Senti, porém, que ele não estava nada satisfeito com a idéia de me ver atuando em seu time. Ele apenas me disse para ficar por lá. Os jogadores, que não me conheciam, nem faziam idéia da minha presença ao lado deles e jamais podiam imaginar que ali estava um novo companheiro para o jogo-festa.

Já no vestiário, na hora de pegar o uniforme, Formiga pediu que eu esperasse o Jaime Franco para resolver um problema: o representante da Federação não permitiria minha presença. Os jogadores já faziam aquecimento e, logo depois, todos que estavam no vestiário rezaram pedindo proteção. Até aquela hora eu estava de roupa normal, quando Jaime Franco pediu para que eu me trocasse rapidamente. O roupeiro ficou inconformado.

- Eu não estou entendendo mais nada nesse clube - desabafou, mas me deu a camisa 18, igual à do juvenil Flavinho.

Um pouco antes de entrar em campo, o gelo finalmente foi quebrado, quando o Getúlio me perguntou o que eu estava fazendo ali, de uniforme. Ele aceitou muito bem a idéia da reportagem e ainda deu uma força - e o mesmo foi acontecendo com os outros jogadores.

Entrei de cabeça baixa, assustado, e não olhei para os lados. Fui até o meio de campo com o time e lembro que peguei a mão do Mário Sérgio para a saudação ao público. Só quando olhei para trás é que percebi que os reservas não haviam entrado em campo junto com os titulares e que a platéia era pequena. Fiquei sem jeito e tratei de sair do lado dos cobras de fininho. Quando afinal o jogo se iniciou, fiquei sossegado no banco, certo de que entraria pelo menos nos 15 minutos finais, desde que o São Paulo estivesse vencendo com facilidade. Bem, aos 42 minutos do segundo tempo não agüentei mais e, criando coragem, pedi ao Formiga para entrar. E - aleluia! - ele deixou. Ao chegar à mesa do representante, informei que substituiria o número 10, Éverton.

- Mas o 18 já entrou - descobriu o representante, vendo o número às minhas costas.

- Deve ser engano - repliquei. - O 18 sou eu. E olha que vai acabar o jogo...

Entrei! Quando o Dulcídio encerrou a partida, ainda dei uma rápida entrevista para o Fausto Silva, da Rádio Globo (o mesmo que, hoje, apresenta o programa Domingão do Faustão, na Rede Globo).

Fui descendo para os vestiários e levei um susto: estava rodeado por vários torcedores que queriam minha camisa. Essa não! Mas eles me seguravam, tentavam puxá-la e eu fazia de tudo para me livrar. Tive a sensação de que perderia a batalha, já que a porta do vestiário estava meio fechada. Mas acabei por chegar são e salvo. Tomei banho, troquei de roupa e guardei na bolsa a camisa e a faixa de campeão.

Ao voltar para casa, pelas ruas já desertas que partem do Morumbi, cheguei a uma conclusão que só uma experiência tão intensa poderia me dar: é muito melhor pagar ingresso e ficar na arquibancada. Não é fácil ser jogador de futebol.

Entra em campo o nosso repórter

Era um velho sonho da redação de PLACAR: um repórter descrevendo a sensação de entrar em campo por um grande time. A chance veio em 1981, num timaço: a Máquina Tricolor bicampeã paulista, que tinha dez jogadores de nível de Seleção (só Almir, volante, nunca havia sido convocado). Graças a um acordo entre o diretor são-paulino Jaime Franco e PLACAR, o repórter Charles Marzanasco jogou os últimos dois minutos do amistoso de entrega das faixas contra a Seleção Paulista. A princípio, a reportagem seria feita por Guilherme Cunha Pinto (já falecido), bom de bola e de jornalismo, que pediu para ser substituído: não conseguiria entrar em campo com a camisa de seu time do coração. Marzanasco, hoje diretor de redação da revista Audi, foi então escolhido, por seu talento com os pés e as mãos.


2 comentários:

  1. hei, sou sao paulino "fanatico" anti-carioca[detesto as politicagens da globo,cbf,e a cariocada em geral]que alem de soberbos nao conseguem fazer nada sem a famosa sacanagem. mas em relacao ah materia: sou do interior paulista,mais precisamente da cidade de itapeva e tenho certeza! cheguei a conhecer o nosso amigo reporter lah na minha cidade, de vez em qdo. ele batia uma bola conosco e era conhecido por charlinho,jogavamos num time chamado " as coisas" e o cunhado dele[carlinhos do nego]era o goleiro, conheco a familia da esposa dele desde menino, pois era vizinho deles, mas comentarios ah parte o meu orgulho eh de ser paulista onde a gente ve historias de grandeza como esta do nosso querido S.P.F.C. sem depender de rede globo ou do governo federal como os cariocas fazem e ficam "garganteando" soh q.qualquer probleminha lah no rio eles tem q.chamar SAMPA pra resolver: dengue,enchente,chatuba, etc.. hoje vivo nos EUA e o meu e-mail eh:vandoalmeida13@hotmail.com e espero receber noticias do glorioso[maior vencedor do brasil]"sem ter rabo preso com rede globo"

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  2. Sugiro ao blog que destaque uma edição da Placar,do mesmo ano, em que mostra os dirigentes do São Paulo formando "o time tricolor".A foto saiu na Placar e lembro que quem ficou de goleiro foi o Antonio Nunes Galvão.É só procurar na placar e encontrar.O ano, acredito, é 1981.

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