SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Denílson: A história secreta


Por Alfredo Ogawa, para a Revista Placar - Outubro de 1997.

Os lances, os golpes sujos, as cenas malucas da milionária venda do craque são-paulino para o Bétis, da Espanha.

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Traição à mesa

Cinco carrões pararam à porta do restaurante, em Turim, na Itália, numa noite de junho. Vinte homens de paletós desembarcaram e foram direto para uma sala no fundo da casa. Sentaram-se à mesa e todas as atenções se voltaram para Luciano Moggi, vice-presidente da Juventus, um dos maiores clubes do mundo.

Ao seu lado, estava Luiz Vianna, procurador do meia Denílson, do São Paulo. Moggi tinha uma proposta a fazer.

- Senhor Vianna, nós queremos Denílson no nosso time - disse o cartola italiano.

- E qual é a oferta? - perguntou Vianna.

- Cinco milhões de dólares.

O procurador achou a cifra baixa para um jogador que estava detonando na Seleção. Além disso, o São Paulo há pouco recusara uma oferta da Lázio, da Itália, de 10 milhões de dólares. Ele ia dizer isso, quando foi surpreendido por Moggi.

- São 5 milhões para você e para o Denílson.

- E o São Paulo? - perguntou Vianna.

Aqui começava a jogada da Juventus.

- Não tem São Paulo. Você volta para o Brasil e faz o Denílson brigar com o clube. O caso vai para os tribunais e, no fim, a FIFA impõe um preço. Sai bem mais barato que negociar com o clube.

Vianna agradeceu, sugeriu que a Juventus procurasse o São Paulo, terminou o jantar e foi embora. Dias depois, o Parma, também da Itália, apareceu com proposta semelhante. Desta vez, 2 milhões de dólares para Denílson e outro milhão para Vianna.

Dinheiro, muito dinheiro

Juventus e Parma nem tentaram negociar com o clube. Quem fez uma proposta concreta foi o Barcelona, da Espanha. Em julho houve intensa troca de faxes, intermediada pelo empresário Juan Figer, que representava o time catalão no Brasil. No final do mês, a negociação estava fechada. Os espanhóis ofereceram 25 milhões de dólares, mais o passe do meia Giovanni, sonho antigo do São Paulo. Denilson fez as contas e saiu sorridente com o que viu na proposta oficial do Barça.

Negócio quase fechado

Nos faxes enviados pelo Barcelona, os valores acertados com o São Paulo e Denílson (em dólares): para o clube, 25 milhões e o passe de Giovanni; para o meia, 2,5 milhões na hora, 1,8 milhão na primeira temporada, 1,25 milhão em julho de 1998, 6,25 milhões antes do final do contrato em 2007.

O golpe do Barça

No dia 2 de agosto, o Barcelona desistiu do negócio. A versão do clube espanhol é que o São Paulo pediu mais dinheiro. Não é verdade. O Tricolor mandara um fax na véspera aceitando a oferta do Barcelona. O fato é que os espanhóis acharam, em cima da hora, que era dinheiro demais para investir em Denilson. "Foi só uma maneira de baixar o preço do passe", afirma um empresário não envolvido no negócio, mas com acesso ao Barça. De fato, dias depois, o clube fez uma nova oferta: 20 milhões de dólares, mais Giovanni. Para o Denilson, uma redução de 1,8 milhão para 1 milhão de dólares por temporada.

Assinou, mas não ganhou

Quem ficou no prejuizo foi o meia Giovanni. Depois de uma temporada ruim no Barcelona, ele aceitara voltar ao Brasil. O ex-santista chegou a assinar contrato com o São Paulo. Entre luvas e salários, receberia 110.000 reais por mês no novo clube. Como Denilson não foi, Giovanni não veio.

Italiano espertalhão

Sem Barcelona, choveram propostas para Denilson. Um italiano chamado Antonio Callendo surgiu em São Paulo, chegou à casa do jogador e, na cara-de-pau, sacou um contrato pronto para ser assinado. "Esta é uma procuração para cuidar da imagem do Denilson na Europa. Como adiantamento, darei 200.000 dólares ao jogador", acrescentou o visitante, que, claro, voltou de mãos abanando para a Itália.

Caixa baixo

No dia 18 de agosto, o Real Madrid, da Espanha, surgiu com uma proposta tentadora: 25 milhões de dólares, mais o passe do meia Rodrigo, da Portuguesa, que seria comprado e repassado ao São Paulo. Em 1996, o Real investiu pesado para montar um supertime. Com o caixa baixo neste ano, o clube saiu à caça de dinheiro nos bancos. Em busca de grana para trazer Denilson, recorreu, por exemplo, ao grupo Expansión, do empresário Manuel Ruiz de Lopera, que entre outras atividades, também é presidente do Bétis.

O Bétis entra na história

O interesse do Bétis por Denilson era antigo. Em junho, o próprio presidente Lopera mandou um fax para o São Paulo propondo a negociação. Com o Barcelona na parada, o Tricolor deixou Bétis e Lopera em banho-maria. O fracasso da operação Barça mudou tudo. No dia 21 de Agosto, Júlio Brisola, diretor de futebol do São Paulo, e Luiz Vianna, procurador do craque, estavam em Sevilha, cidade do Bétis.

A missa do presidente

Foram três dias de negociação. No total, 28 horas de discussão. Em certos momentos, era preciso tirar os papéis da mesa para abrir espaço: a comida estava chegando. Só havia pausas para assuntos muito importantes, como os brasileiros descobriram, às 20 horas do segundo dia. O presidente Lopera se levantou e anunciou: - Senhores, preciso sair. Voltarei em trinta minutos. Vou a uma missa - e deixou a sala. Meia hora de estupefação depois, Lopera retornou. E a reunião continuou até a meia-noite, como se nada de anormal tivesse acontecido.

Choro no hotel

Naquela noite, Brisola se encontrou com Vianna no hotel onde se hospedaram. O dirigente estava emocionado. - Luiz, recebo telefonemas de torcedores me xingando, dizendo que não penso no clube. Eu amo o São Paulo! Por mim, o Denilson não sairia nunca. Só que não posso atrapalhar a vida dele. Com lágrimas nos olhos (e, acredite, há dirigentes capazes de chorar pelo clube), Brisola ligou dali mesmo para o presidente tricolor, Fernando Casal de Rey. Eram 2 da manhã na Espanha. - Fernando, vamos fazer esse negócio.

Dança dos faxes

No dia seguinte, a conversa foi retomada na sede do Bétis. A cada item combinado no andar de cima pelas duas partes, a secretária do presidente descia as escadas e mandava que outros dois funcionários digitassem o texto no computador e enviassem uma cópia para o Brasil. Mais exatamente para o fax do São Paulo, na sede do clube, no Morumbi, onde o presidente Fernando Casal de Rey e um advogado analisavam a proposta. E assim ficaram, durante doze horas seguidas, trocando faxes de um lado a outro do Oceano Atlântico.

Um carro em cada porto

Nos próximos dez anos, Denilson não vai gastar um tostão com carro. O presidente Lopera usou seus contatos no mundo das montadoras de carros e fez a proposta. O jogador escolhe o carro e avisa uma empresa especializada. Quando ele chegar, o automóvel estará à sua espera, seja no Brasil, na Espanha ou nos Estados Unidos, para ser usando por quanto tempo ele quiser. Sem custo nenhum. Denilson ainda não decidiu o modelo. Provavelmente será um Audi. Conversível.

Mordomias extras
O que Denilson receberá a mais no Bétis

Dois anos de moradia grátia numa casa avaliada em 1 milhão de dólares, com oito quartos, quadra de tênis, piscina. 100.000 dólares, caso o clube se classifique para a Copa da UEFA. 300.000 dólares, se o time levar uma vaga na Copa dos Campeões. 500.000 dólares, como bicho pelo título espanhol.

O mais caro do mundo

Por que o Bétis impôs uma multa rescisória de 430 milhões de dólares, quando Rivaldo, por exemplo, tem uma de "apenas" 100 milhões de dólares? Simples. Esse é um número que as duas partes podem estabelecer à vontade. Isso não significa que outro clube terá que pagar esse valor para tirar Denilson do Bétis. "Sou um homem de negócios", explicou o presidente Lopera aos dirigentes são-paulinos. "Claro que, se alguém aparecer com uma grande oferta pelo jogador, estaremos prontos para conversar". Então, novamente a pergunta: por que estratosféricos 430 milhões de dólares? Foi um pedido pessoal de Lopera. Até que alguém estabeleça uma multa maior ainda, o Bétis terá o jogador mais caro do mundo.

Os números finais

O São Paulo recebe 26 milhões de dólares. Denilson ganha 4 milhões de dólares, divididos em quatro parcelas até julho de 1998, quando se apresenta no Bétis. Mais três milhões, em três parcelas semestrais, após começar a defender o time. 2 milhões de dólares por ano de salário.

7 comentários:

  1. mas pelo que disse não recebeu nenhum tostão por causa do sem vergonha do empresario que lhe defendia

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  2. Luiz Vianna bandido ! Safado !

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  3. grande denilson!, foi roubado mas saiu por cima!!

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  4. Denilson, a maior enganação da história do futebol brasileiro

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    1. Tão enganação que ganhou uma copa do mundo, fora os titulos nos clubes que passou, fala merda não seu doente

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  5. Um absurdo confiar totalmente neste empresário ladrão,,,,,,,,,,,,,,luis viana

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  6. Porra vão se fuder Luiz Vianna é meu tio vcs sabem oq aconteceu de vdd num fode

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